Serverless: descentralização do servidor reforça a segurança do site

Todo site precisa de um servidor. É aquele espaço onde ficam armazenados o código e os arquivos multimídia das páginas. E, quanto maior a demanda, mais robusta deve ser a estrutura. Mas você já ouviu falar na computação serverless, isto é, sem servidor? Trata-se de uma opção para reduzir custos operacionais e garantir estabilidade.

O que é a computação serverless e por que adotá-la

Portais de notícias, lojas virtuais e plataformas de vídeo em streaming têm algo em comum. Por mais que sejam serviços completamente diferentes, todos esses sites dependem de um servidor poderoso.

A infraestrutura deve ser capaz de hospedar documentos pesados, como imagens em alta resolução. Ela também deve permitir o acesso simultâneo de centenas ou até milhares de usuários.

Só que existem limites para o armazenamento e o tráfego de dados. Se o servidor estiver cheio, não será possível publicar material novo. Se houver muitas solicitações de acesso ao mesmo tempo, o sistema ficará sobrecarregado e poderá falhar, causando lentidão na navegação ou indisponibilidade (a famigerada página fora do ar).

Há duas alternativas para evitar esses problemas: investir em servidores melhores ou adotar a opção serverless. A mais econômica, certamente, é a segunda.

Manter uma estrutura própria de hospedagem do site acaba sendo muito oneroso para a empresa. Você deve considerar o custo do equipamento em si, mais eventuais consertos e manutenções, além dos gastos com energia elétrica e com a contratação de técnicos especializados na área.

O que a computação serverless faz é, basicamente, assumir a tarefa. Nessa modalidade, você paga uma taxa mais baixa e aluga a estrutura de servidores superpotentes. Não tem mais despesa com manutenção nem desembolsa valores exorbitantes pela aquisição de hardware.

Outra vantagem é o ganho de escala. Você paga apenas pela banda que utiliza. Caso a demanda aumente, basta fazer um upgrade no serviço. A transição para o novo pacote é instantânea.

Computação serverless fica mais segura com CDN

Sim, o termo “serverless” engana um pouco. O servidor continua existindo – você só não precisa ter um próprio. Mas, se a estrutura pertence a terceiros, como garantir a segurança dos dados? E se houver invasão de hackers?

Uma excelente estratégia é investir em CDN, sigla em inglês para Rede de Distribuição de Conteúdo. Esse modelo replica os arquivos do site em diversos pontos de presença ao redor do mundo. Na prática, é como se houvesse vários servidores no planeta, e não um único servidor de origem.

A CDN assegura a estabilidade do site. Mesmo que um ponto da rede apresente problemas técnicos, as cópias do código e dos documentos estarão a salvo em outros lugares. Assim, mantém-se a integridade das informações.

Ainda, o sistema descentralizado se torna menos vulnerável à ação de criminosos. Como a estrutura absorve uma quantidade enorme de tráfego, é possível frear ataques do tipo DDoS, que são orquestrados justamente para sobrecarregar o servidor.

E então: tirou suas dúvidas sobre computação serverless? Esperamos que o artigo de hoje tenha sido útil para você. Se quiser aprender mais sobre como funciona uma CDN, aproveite para conferir outros posts aqui no blog. Até a próxima!

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