Qual é a relação entre edge computing e CDN?

Qual é a relação entre edge computing e CDN?

A sociedade mal assimilou o conceito de cloud computing e já precisa pensar um passo além. É que a nuvem está se dissipando em forma de névoa. Estamos falando de fog computing, ou edge computing, uma abordagem que ganhará cada vez mais importância no futuro próximo.

A sociedade mal assimilou o conceito de cloud computing e já precisa pensar um passo além. É que a nuvem está se dissipando em forma de névoa. Estamos falando de fog computing, ou edge computing, uma abordagem que ganhará cada vez mais importância no futuro próximo.

O que é edge computing

Edge computing diz respeito a dispositivos com capacidade avançada de processamento de dados. Mas essa explicação é muito técnica. Vamos traçar uma breve linha do tempo para que o conceito fique mais claro.

Nas primeiras décadas da computação, as operações eram centralizadas em mainframes. As empresas possuíam grandes computadores que armazenavam e processavam os dados. Esse maquinário ocupava espaço e gerava custos altos de manutenção.

Depois veio a nuvem e terceirizou o trabalho. Agora, o armazenamento e o processamento de informações eram feitos em servidores que poderiam estar em qualquer lugar do mundo. Todo o sistema de gestão de uma companhia cabia num laptop, bastava ter conexão à web. A nuvem virou o novo mainframe.

Finalmente, chegamos à era da Internet das Coisas. A tendência é que cada vez mais aparelhos se conectem à rede. São carros autônomos, drones, sensores de monitoramento e outros gadgets utilizados para automatizar tarefas. O ecossistema ficou mais complexo.

Aí que entra a ideia de edge computing. Com dispositivos on-line por toda parte, até mesmo os serviços de nuvem ficam sobrecarregados. A latência sai prejudicada, aumentando o tempo de resposta entre a solicitação e a execução da tarefa. É preciso, então, que o processamento de dados se espalhe para as bordas da rede.

Imagine um carro autônomo que não conseguiu fazer a curva porque a conexão travou. Acidente na certa, né? Ou seja: o próprio veículo deve funcionar como um mainframe capaz de armazenar dados, processar essas informações e chegar ao melhor resultado de maneira imediata.

Em vez de enviar conteúdo para a nuvem, a intenção é trazer esse conteúdo para mais perto das aplicações. A cloud se dissipa, como uma neblina, até as bordas dos ambientes conectados.

Como a CDN se encaixa no conceito de edge computing

Em linhas gerais, o paradigma de edge computing consiste em diminuir distâncias para melhorar o tempo de resposta da conexão. É justamente isso que faz uma Rede de Distribuição de Conteúdo (CDN, na sigla em inglês).

A CDN pode ser considerada uma grande edge application. Ela replica os arquivos de um servidor de origem em vários pontos de contato ao redor do globo. Assim, quando um usuário do Brasil decide acessar um site da Finlândia, ele não precisa aguardar o retorno de um servidor escandinavo. Os dados vêm de um servidor local, encurtando as distâncias e, consequentemente, a latência.

As vantagens para quem mantém uma loja virtual ou uma plataforma de streaming são indiscutíveis. O conteúdo permanece no ar o tempo todo, sem instabilidades em horário de pico, e carrega mais rápido. É tecnologia de ponta – ou melhor, de borda – para garantir a presença de seu negócio em qualquer lugar.

Quer saber mais sobre CDN e edge computing? Então continue acompanhando as novidades de nosso blog. Até a próxima!

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